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clock 30 de outubro de 2026
Bichos-preguiça são resgatados do fogo e da seca no oeste do Pará

Bichos-preguiça são resgatados do fogo e da seca no oeste do Pará

Com o avanço das queimadas e uma das secas mais severas já registradas no oeste do Pará, brigadistas e moradores locais têm se mobilizado não apenas para conter o fogo, mas também para salvar animais silvestres que buscam refúgio e sobrevivência. Em Juruti, um bicho-preguiça foi resgatado por voluntários enquanto tentava escapar de um incêndio florestal. Em Belterra, um outro animal da mesma espécie apareceu em uma residência, em busca desesperada por água.

Resgate heroico em Juruti

Durante uma operação de combate ao fogo na floresta em Juruti, equipes de brigadistas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), do Norte Resgate e da Defesa Civil atuavam para conter as chamas utilizando sopradores e mochilas costais. Durante o trabalho, eles avistaram um bicho-preguiça cercado pelo incêndio na vegetação.

Os brigadistas interromperam temporariamente o combate às chamas para resgatar o animal em perigo. Após o resgate, o bicho-preguiça passou por uma avaliação veterinária, recebeu cuidados necessários e foi devolvido a uma área de mata segura, longe dos focos de incêndio.

Busca por água em Belterra

Em Belterra, a prolongada estiagem, que já dura quatro meses, levou um bicho-preguiça a invadir uma casa na comunidade de Pindobal em busca de água. O morador Marcos Vieira registrou o momento em que o animal apareceu em seu quintal durante a madrugada. Preocupado com o calor intenso e a falta de chuva, Marcos utilizou uma mangueira para oferecer água ao animal e também lhe deu pedaços de alimento.

Ainda que a região de Belterra também enfrente queimadas, não havia focos de incêndio próximos à residência do morador no momento do incidente.

Desafios e orientações dos especialistas

O biólogo Esrom Paixão, responsável técnico pelo Zoológico da Unama (Zoounama), destaca que a aproximação de animais silvestres às áreas urbanas e rurais é uma reação de sobrevivência diante da destruição de seus habitats naturais. Segundo ele, espécies como macacos e bichos-preguiça ficam expostas a perigos como atropelamentos em rodovias, choques elétricos na rede de energia e ataques de cães domésticos.

Os órgãos ambientais orientam que a população nunca deve tentar capturar, alimentar ou transportar animais silvestres sem ajuda profissional. Em casos de encontrar um animal ferido ou em situação de risco, deve-se acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros pelo número 193 ou a Secretaria de Meio Ambiente do município.

Foto: Reprodução / G1.Globo - RSS

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