Interrupção na Distribuição Gratuita pelo SUS
Em Itapetininga, interior de São Paulo, pacientes que necessitam de bolsas de colostomia enfrentam uma espera angustiante de dois meses. O fornecimento, que deveria ser garantido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2009, está comprometido. Este item é vital para pacientes com problemas intestinais, como perfurações ou após cirurgias no órgão.
Trecho em destaqueEm Itapetininga, interior de São Paulo, pacientes que necessitam de bolsas de colostomia enfrentam uma espera angustiante de dois meses.
Impacto na Vida dos Pacientes
Entre os afetados está Maria José Vieira, aposentada que luta contra os efeitos de uma diverticulite aguda. Desde a cirurgia de emergência há quatro anos, Maria depende das bolsas para coletar fezes, mas, sem o fornecimento regular, precisou comprá-las, mesmo com renda limitada a um salário mínimo. "Eu não recebo a bolsa do SUS há dois meses e tenho me virado do jeito que dá. Como eu posso, com os meus filhos. O problema não é só comigo e não estou falando só em meu nome", desabafa Maria.
Resposta da Prefeitura e Situação Atual
A Prefeitura de Itapetininga informou que há cerca de 120 pessoas necessitando do item pelo sistema público. A administração municipal alega que o estoque será reforçado em breve. As bolsas devem ser retiradas no Ambulatório de Feridas, localizado na Rua Padre Albuquerque, 385, no Centro, das 8h às 17h.
Em relação a Maria José, a prefeitura relatou que ela conseguiu retirar oito bolsas em um intervalo de dez dias, a última sendo entregue em 8 de novembro. No entanto, para muitos outros pacientes, a espera continua.
Contexto e Consequências
A falta de bolsas de colostomia não só causa desconforto físico mas também psicológico aos pacientes, que dependem do item para uma vida digna. A interrupção na distribuição reflete problemas logísticos e de gestão que precisam ser urgentemente resolvidos para garantir que a saúde dos mais vulneráveis não seja comprometida.