Projeção de safra de algodão para 2025/26 no Brasil atinge 3,86 milhões de toneladas, segundo StoneX
A StoneX, renomada empresa de serviços financeiros, revisou para cima suas projeções para a safra de algodão no Brasil em 2025/26, estimando uma produção total de 3,86 milhões de toneladas. Essa revisão é atribuída ao clima favorável nas principais regiões produtoras, com destaque para os estados de Bahia e Mato Grosso.
Impacto do clima na produtividade
Na Bahia, os elevados volumes de chuva foram determinantes para a revisão positiva das previsões de produtividade, mesmo diante da redução da área plantada. O estado está a caminho de registrar a segunda maior safra de sua história. No Mato Grosso, as condições climáticas também foram benéficas, resultando em uma produtividade estimada em 1,88 tonelada por hectare e uma produção total de 2,7 milhões de toneladas de algodão em pluma.
Chuvas adicionais nas regiões sul e oeste do Mato Grosso podem ainda contribuir para melhorar esses resultados. Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, destaca a importância das condições climáticas contínuas para o desempenho da safra. “As condições climáticas têm sido determinantes para o desempenho da safra até aqui, com destaque para Bahia e Mato Grosso, onde observamos ganhos relevantes de produtividade”, afirmou.
Projeções de exportação e mercado
A StoneX mantém suas projeções de consumo e exportação de algodão, com embarques estimados em 3,1 milhões de toneladas, o que é considerado um volume confortável para a temporada. No entanto, Bulascoschi adverte que o mercado deve monitorar atentamente a demanda ao longo do ano, especialmente na segunda metade da safra, para garantir que as exportações projetadas sejam atingidas. “O volume de exportações projetado segue robusto, mas o mercado ainda deve acompanhar com cautela o comportamento da demanda ao longo do ano, principalmente na segunda metade da safra”, concluiu.
Apesar do aumento na produção, o balanço de oferta e demanda permanece estável, mas incertezas sobre os embarques, especialmente no segundo semestre, persistem, exigindo atenção contínua dos produtores e exportadores.