Detalhes da Operação
No total, sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo cumpridos na capital fluminense e em municípios do interior, como Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. Entre os alvos, figura o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, que já se encontra detido.
Esquema de Fraudes
As investigações apontam para a existência de um esquema de direcionamento de contratos, que beneficiava empresas previamente selecionadas e ligadas ao grupo investigado. Parte dos recursos desviados teria sido canalizada para uma rede de postos de combustíveis controlada pelos suspeitos, uma prática que configura lavagem de dinheiro. A operação faz parte da força-tarefa Missão Redentor II, uma iniciativa do STF para intensificar o combate ao crime organizado no estado.
Histórico da Operação
Em fases anteriores da Operação Unha e Carne, outras prisões já haviam sido realizadas, incluindo a do próprio Rodrigo Bacellar e do desembargador Macário Ramos Júdice Neto, acusado de vazar informações sigilosas. Thiago Rangel já havia sido investigado em 2024 durante a Operação Posto de Midas, que também focou em fraudes e lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, revelando um crescimento patrimonial significativo do parlamentar e sua ligação com dezenas de empresas.
Trajetória Política de Thiago Rangel
Thiago Rangel iniciou sua carreira política ao ser eleito vereador em Campos dos Goytacazes em 2020. Antes de ocupar uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio, ele também exerceu funções em instituições estaduais como o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem-RJ) e o Departamento de Transportes Rodoviários (Detro-RJ). Até o momento, as defesas dos envolvidos na operação não se manifestaram publicamente.
Consequências e Investigações
Os investigados enfrentarão acusações de organização criminosa, peculato, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Embora as investigações ainda estejam em andamento, a operação evidencia graves falhas nos mecanismos de controle dos contratos públicos e reforça a necessidade de uma fiscalização mais eficaz para evitar o desvio de recursos destinados à educação.