Açaí: Preço Sobe 43% e Afeta Comércio no Pará em 2026

Açaí: Preço Sobe 43% e Afeta Comércio no Pará em 2026

Aumento Preocupante no Preço do Açaí

O preço do açaí acumulou uma alta significativa de 43% nos primeiros meses de 2026, conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Belém, o impacto desse aumento, aliado à dificuldade de encontrar o fruto, já está levando ao fechamento de diversos pontos de venda.

O preço do açaí acumulou uma alta significativa de 43% nos primeiros meses de 2026, conforme dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Entre janeiro e março, o valor médio do litro subiu de R$ 28,82 para R$ 41,30. No mês de fevereiro, o preço já havia alcançado R$ 33,15. Atualmente, nos estabelecimentos que permanecem abertos, o litro chega a custar aproximadamente R$ 40.

“Infelizmente eu não tenho outra opção: ou aumenta ou para”, explica o empresário Heron Amaral, que possui um ponto de venda em Belém.

Impactos no Comércio e Disponibilidade

A escassez do fruto está afetando significativamente o funcionamento dos comércios. De acordo com Heron, em muitos dias, não é possível abrir o estabelecimento devido à dificuldade em adquirir o açaí. “A demanda é muito grande e pouco fruto em Belém. Não tem fruto”, lamenta ele.

Causas e Consequências da Alta de Preços

Segundo Rochinha Júnior, membro do grupo de trabalho do açaí da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), o estado atravessa uma das piores entressafras já registradas. Essa redução na oferta está impactando diretamente a qualidade do produto, especialmente com a entrada de açaí vindo de outros estados. “Essa entressafra agora foi a pior de todas, com outro sabor, outra qualidade”, declara.

A mudança na qualidade do açaí tem gerado reclamações por parte dos consumidores, conforme relatado pelos vendedores. Para evitar perder clientes, comerciantes, como Heron Amaral, optam por pagar mais caro pelo açaí oriundo das ilhas na região metropolitana de Belém, mesmo que isso eleve o preço final.

O grupo de trabalho da Alepa acompanha atentamente a situação, manifestando preocupação com o risco de desabastecimento no estado, que é o maior produtor de açaí do Brasil. Ainda assim, apesar dos preços elevados, o consumo do produto continua alto. “Eu dependo disso para sobreviver, é prioridade”, afirma Heron.

Foto: Reprodução / G1 Para

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