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clock 22 de setembro de 2026
Febre do álbum da Copa do Mundo de 2026 mobiliza colecionadores paraenses

Febre do álbum da Copa do Mundo de 2026 mobiliza colecionadores paraenses

A antecipação pela Copa do Mundo de 2026 já tomou conta de Belém, no Pará, onde a tradição de colecionar figurinhas se mantém viva. Desde o lançamento do álbum oficial em 1º de maio, colecionadores de todas as idades têm se reunido em bancas de revista e grupos de troca para vivenciar o ritual de abrir pacotes e completar o álbum. Este ano, o álbum produzido pela Panini é o maior da história dos Mundiais, com 980 cromos que incluem versões especiais metalizadas, abrangendo as 48 seleções participantes. Cada envelope com sete figurinhas está sendo vendido a R$ 7, e o álbum está disponível nas versões brochura e capa dura.

Uma tradição que atravessa gerações

O hábito de colecionar figurinhas da Copa do Mundo é mais do que um passatempo para muitos paraenses; é uma tradição que atravessa gerações. Wander Rodrigues, engenheiro de produção e torcedor do Clube do Remo, começou esse hobby em 2006. "É um valor alto, porém é preciso superar esse obstáculo e manter a tradição. Mesmo tendo em mente que, em 20 anos, a inflação no preço dos cromos subiu muito. No fim, é um hobby que vale a pena", afirma Wander, destacando o prazer de encontrar grandes nomes do futebol nos pacotinhos.

No entanto, Wander também expressa frustração com a ausência de Neymar na edição atual do álbum. "Muda muito não ter a figurinha do Neymar, pois é inadmissível ter o Lucas Paquetá no álbum e não ter o melhor jogador do Brasil nos últimos 10 anos", critica. O álbum, para ele, se transformou em uma forma de comparar gerações de jogadores, gerando um sentimento agridoce ao observar o declínio técnico da seleção ao longo dos anos.

Novas gerações e o mesmo entusiasmo

Andrew Matos, professor de educação física, representa uma geração mais recente de colecionadores. Ele começou sua coleção em 2018 e afirma que a emoção ao abrir um pacotinho continua a mesma, independentemente da idade. "É uma sensação única, nostálgica, muito legal de ver a surpresa que vai aparecer", relata Andrew.

Embora o preço das figurinhas tenha subido significativamente, Andrew vê isso como parte de um contexto mais amplo. "Em relação ao preço, aumentou muito. Mas as outras coisas também aumentaram. Como só tem de quatro em quatro anos, a gente já espera isso. Pagamos muito mais em coisas que 'valem' menos", pondera, ressaltando que o valor sentimental do álbum justifica o investimento.

Um legado familiar

O hábito de colecionar figurinhas, que antes era uma atividade entre amigos de escola, agora se transformou em uma experiência familiar. Andrew compartilha que tem vivido essa tradição com sua filha e sobrinho, o que torna o processo ainda mais especial. "Já vivo isso com minha filha e meu sobrinho. Fica ainda mais motivante e não deixa de ser mais um momento em família", diz Andrew.

Com a convocação oficial da Seleção Brasileira marcada para 18 de maio, a expectativa por possíveis atualizações no álbum é grande entre os colecionadores. Apesar da ausência inicial de Neymar, muitos ainda esperam por sua inclusão. "Acredito que sim (que terá a figurinha do craque). Eles (Panini) já fizeram algumas atualizações pontuais em anos anteriores", comenta Andrew, esperançoso.

Em meio a debates sobre gerações de jogadores, análises financeiras e memórias de ídolos passados, o álbum da Copa de 2026 continua a desempenhar seu papel tradicional: transformar simples figurinhas em memórias duradouras, debates fervorosos e uma tradição compartilhada muito antes de a bola começar a rolar nos campos.

Foto: Reprodução / DOL - RSS - Principal

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