Governador de SC critica STF por decisão sobre cotas raciais

Governador de SC critica STF por decisão sobre cotas raciais

Decisão do STF gera críticas do governador de Santa Catarina

Após uma importante decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), expressou seu descontentamento por meio das redes sociais. A Suprema Corte decidiu, por unanimidade, derrubar uma lei estadual que proibia a adoção de cotas raciais em universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem recursos do estado.

Após uma importante decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), expressou seu descontentamento por meio das redes sociais.

Jorginho Mello afirmou que a intenção da lei não era eliminar cotas, mas aprimorá-las, com um foco especial em alunos de baixa renda. Em suas palavras: "A nossa Lei derrubada ontem não extinguia cotas, melhorava: focava nos mais pobres". O governador lamentou que o país não esteja disposto a discutir o tema de maneira mais profunda.

Objetivos da Lei e Justificativas do Governador

Segundo Mello, a legislação visava evitar que alunos de menor poder aquisitivo perdessem vagas devido a fatores como cor ou identidade de gênero. Ele criticou a percepção de que sua administração age de maneira higienista, ressaltando que Santa Catarina é o estado com menor desigualdade social no Brasil, o que, segundo ele, contraria as narrativas de seus opositores.

Contexto e Detalhes da Legislação

A legislação de Santa Catarina, recentemente anulada, impedia a implementação de políticas de cotas ou ações afirmativas em instituições de ensino superior associadas ao estado, excetuando-se casos de deficiência, critérios de renda e alunos de escolas públicas. O texto previa sanções, como multas de até R$ 100 mil por edital e corte de repasses públicos, para as instituições que não cumprissem as diretrizes.

Decisão do STF

A decisão do STF foi categórica, com um placar de 10 votos a 0, declarando a inconstitucionalidade da lei. Todos os ministros seguiram o relator, Gilmar Mendes, com o ministro André Mendonça sendo o último a votar.

Foto: Reprodução / CNN Brasil - RSS

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