Decisão Judicial e Circunstâncias do Crime
Em Santarém, no estado do Pará, a Justiça determinou a conversão da prisão em flagrante de Alana Késsia Figueira Santos para prisão preventiva. A decisão foi tomada após Alana ser acusada de assassinar Luiz Kleber Macambira Mota, de 44 anos, com um disparo de espingarda de pressão. O trágico incidente ocorreu na noite de domingo, 11 de outubro, e a decisão judicial foi proferida na segunda-feira, 12 de outubro, durante audiência de custódia.
O homicídio ocorreu na rodovia Fernando Guilhon, no bairro Santarenzinho. Luiz Kleber foi atingido no peito e não resistiu, falecendo no local, mesmo com os esforços de reanimação realizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O juiz Manuel Carlos de Jesus Maria decidiu pela prisão preventiva para preservar a ordem pública e garantir a continuidade da investigação do caso.
Confissão e Investigação
Responsável pela investigação, o delegado Kléber Pascoal relatou que Alana inicialmente negou seu envolvimento no crime. No entanto, durante o interrogatório, ela confessou e entregou a arma usada. Alana afirmou que disparou para se defender de um grupo que estaria tentando invadir sua casa, alegando que eles estavam sob influência de drogas.
A versão apresentada por Alana ainda está sob investigação, uma vez que as evidências levantadas até o momento sugerem que o cenário pode não corresponder aos fatos. A arma utilizada, uma espingarda de pressão do tipo Nitro, é conhecida por disparar projéteis de chumbo utilizando gás pressurizado.
Desentendimento e Defesa
Testemunhas relataram que Luiz Kleber estava acompanhado de sua parceira na calçada quando Alana pediu que eles se afastassem da frente de sua residência. Após um desentendimento, a suspeita teria realizado o disparo fatal. Inicialmente, Alana declarou à Polícia Militar que sua casa havia sido apedrejada pelo grupo, justificando sua reação.
A defesa de Alana Késsia informou que irá se pronunciar somente nos autos do processo. A Polícia Civil continua investigando para esclarecer as circunstâncias do crime e verificar a veracidade das alegações feitas pela suspeita.
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