Proibição de Celulares em Escolas de Santarém Melhora Convivência

Proibição de Celulares em Escolas de Santarém Melhora Convivência

Implementação da Proibição

Desde janeiro de 2025, a proibição do uso de celulares nas escolas tem transformado a rotina dos estudantes em Santarém, localizada no oeste do Pará. A medida foi adotada para combater distrações e promover uma interação social mais robusta entre os alunos. Ela se aplica não apenas dentro das salas de aula, mas também durante o recreio e intervalos.

Desde janeiro de 2025, a proibição do uso de celulares nas escolas tem transformado a rotina dos estudantes em Santarém, localizada no oeste do Pará.

Em algumas escolas, a implementação dessa política foi facilitada pela introdução de armários específicos para o armazenamento dos aparelhos. A gestora escolar Francimar Farias compartilhou que esse investimento foi feito com recursos obtidos através de eventos escolares, como a festa junina. "2025 ainda foi um pouquinho difícil, mas com recurso da festa junina a gente adotou o armário do celular. Então nas turmas de sexto ao nono ano, a gente adotou esse armário", explicou Francimar. Os celulares são guardados por um responsável e devolvidos apenas ao final das aulas.

Impacto Positivo da Medida

Após um ano de implementação, a medida tem sido avaliada positivamente. Francimar observou que os alunos estão mais concentrados e engajados em atividades alternativas durante o recreio, além de se comunicarem mais e participarem de outras brincadeiras.

Yveli Monteiro Lopes, psicóloga da Secretaria Municipal de Educação (Semed), destacou a importância de reduzir o tempo de tela para o desenvolvimento de habilidades sociais essenciais. "É através da brincadeira, da interação com outras crianças que ela vai desenvolver habilidades importantes, como saber perder, lidar com problemas, pensar em resoluções, né? Transformar esse momento para desenvolver a plasticidade neural", salientou.

Desafios e Perspectivas Futuras

Ainda que a legislação permita o uso de celulares para fins pedagógicos, o desafio agora é estender essa conscientização para além dos muros escolares. A psicóloga Yveli recomenda que os pais incentivem atividades físicas e culturais em casa. "O que que a gente tá fazendo nesse tempo livre, né? A gente tem que olhar um pouquinho pra trás. Como é que a gente fazia antigamente? Eram brincadeiras, eram jogos de tabuleiro (...) A gente tem que explorar o ambiente físico mesmo", sugeriu.

Com o fechamento do primeiro bimestre de 2026, os dados sobre o rendimento escolar ainda estão sendo consolidados, mas a percepção de melhora na concentração é amplamente reconhecida entre os educadores.

Foto: Reprodução / G1 Santarem e Regiao

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