As Suraras do Tapajós, o primeiro grupo de carimbó composto exclusivamente por mulheres indígenas no Brasil, inicia sua aguardada turnê nacional intitulada “Suraras do Tapajós - Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência” neste domingo, dia 19 de abril, em celebração ao Dia dos Povos Indígenas. O evento acontecerá na Casa Rockambole, em São Paulo.
te por mulheres indígenas no Brasil, inicia sua aguardada turnê nacional intitulada “Suraras do Tapajós - Mulheres Indígenas, a Voz da Resistência” neste domingo, dia 19 de abril, em celebração ao Dia dos Povos Indígenas.
O espetáculo marca não apenas o início da turnê, mas também a comemoração dos oito anos de trajetória do grupo, que se destaca como uma das principais referências da música indígena contemporânea no país. Em uma apresentação que une celebração, ritual e manifesto, as Suraras do Tapajós transformam o palco em um espaço de afirmação da identidade indígena e defesa dos territórios da floresta.
Originárias de Alter do Chão, em Santarém, no território do povo Borari, as Suraras do Tapajós buscam ressignificar o carimbó — um ritmo tradicionalmente associado à presença masculina — através do protagonismo das mulheres indígenas. A sonoridade do grupo parte do carimbó tradicional, com a utilização de curimbós, maracas e arranjos vocais em coro, mesclando canções autorais e clássicos do gênero.
Repertório e Influências
As letras das músicas são uma profunda imersão nas relações com a natureza, na memória coletiva e no protagonismo feminino indígena. O repertório inclui faixas do álbum “A Força Que Vem das Águas - Kiribasáwa Yúri Yí-Itá”, além de singles recentes e referências a mestres do carimbó, como Dona Onete.
“Nossa arte é luta, mas também é celebração. Cantamos em defesa do rio, da floresta, das mulheres e dos povos indígenas”, declarou Val Munduruku, integrante do grupo, em comunicado oficial.
Turnê e Ações Complementares
A turnê contará com um total de 12 apresentações até dezembro, percorrendo cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Ouro Preto, Manaus, Boa Vista, João Pessoa, São Luís, Salvador, Natal e Rio Branco. Em cada local, o projeto promove ações formativas, incluindo oficinas de carimbó e moda consciente, rodas de diálogo com coletivos indígenas e uma instalação artística inspirada na Amazônia.
Realizado através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto conta com o patrocínio da Petrobras e é organizado pela Alter do Som, Ministério da Cultura e Governo Federal. Os ingressos para o show em São Paulo estão disponíveis na plataforma Meaple.