A operação de busca pelas vítimas do trágico naufrágio no rio Xingu, em Altamira, no sudoeste do Pará, foi oficialmente encerrada na segunda-feira, 29 de junho. O corpo de Beptoti Xikrin, um adolescente indígena de 14 anos, foi encontrado, marcando o encerramento das buscas que duraram 18 dias. Com isso, Beptoti tornou-se a sexta e última vítima fatal do acidente que abalou diversas comunidades indígenas na região.
A descoberta do corpo ocorreu quando um pescador indígena avistou o cadáver em uma área remota do rio, caracterizada por corredeiras e pedras, um local de difícil acesso que vinha sendo monitorado desde o início das operações de resgate. Este ponto está localizado distante da área urbana de Altamira, o que dificultou as buscas.
Detalhes do Naufrágio
O naufrágio ocorreu em 10 de junho, envolvendo uma embarcação que transportava cerca de 12 membros de uma mesma família indígena. O grupo se dirigia da Terra Indígena Kararaô para a aldeia Laranjal, onde participariam de uma celebração tradicional. Infelizmente, a embarcação não chegou ao seu destino, resultando na trágica perda de vidas. Desde o naufrágio, equipes do Corpo de Bombeiros, da Marinha do Brasil e da Polícia Científica estiveram no local, trabalhando de forma contínua para localizar as vítimas desaparecidas. As operações contaram com o uso de embarcações, mergulhadores e equipamentos especializados, como sonar, na tentativa de superar as dificuldades impostas pelo ambiente.Procedimentos Finais e Investigações
Com a localização do corpo de Beptoti Xikrin, as autoridades puderam concluir a operação de resgate. O corpo foi imediatamente removido para que fossem realizados os procedimentos periciais e de identificação oficial. As causas do naufrágio ainda estão sob investigação. As autoridades estão examinando aspectos como as condições da embarcação, a dinâmica do acidente e a navegabilidade do trecho do rio onde o incidente ocorreu. Estes fatores são essenciais para entender o que levou à tragédia e prevenir futuros acidentes semelhantes. O naufrágio no rio Xingu destaca os riscos enfrentados por comunidades indígenas que dependem de embarcações para mobilidade em regiões isoladas e a necessidade de reforçar medidas de segurança e fiscalização nessas áreas.
Foto: Reprodução / DOL - RSS - Principal