Estudantes das comunidades ribeirinhas de Aritapera e Piracãoera de Baixo, localizadas em Santarém, no Pará, participaram recentemente de um inovador projeto de educação patrimonial. A iniciativa, intitulada "Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico", visou integrar a população jovem ao patrimônio cultural da região, através de atividades realizadas nas escolas Santíssima Trindade e São José.
Metodologia Lúdica e Inclusiva
O projeto incorporou o Museu Itinerante do Centro Cultural João Fona, que trouxe aos alunos uma aproximação direta com a história local por meio de objetos e narrativas sobre o município de Santarém. Para os estudantes da educação infantil, as atividades foram desenvolvidas de forma lúdica, incluindo oficinas de pintura e montagem de quebra-cabeças baseados nos antigos edifícios da cidade.
Animação e Discussões Enriquecem a Experiência
Um dos destaques do projeto foi a exibição de uma animação que explora a arquitetura de Santarém. Este material foi desenvolvido a partir de depoimentos de moradores do Centro Histórico, coletados pela coordenadora do projeto, Cecy Oneide do Nascimento Sussuarana. A animação não apenas retrata a ligação emocional da comunidade com suas construções, mas também alerta para o risco de perda dessa herança cultural.
Descentralização Cultural e Engajamento Comunitário
Com o objetivo de descentralizar o acesso aos bens culturais, o projeto promoveu debates entre os estudantes para incentivar o senso de pertencimento e a discussão sobre políticas de preservação do patrimônio. A iniciativa procurou levar as discussões sobre preservação estrutural, tradicionalmente centradas na área urbana, para as comunidades ribeirinhas, ampliando assim a conscientização sobre a importância da memória cultural para as futuras gerações.
Impacto a Longo Prazo
Através de suas ações, o projeto "Memória e Identidade do Patrimônio Arquitetônico" busca não apenas educar, mas também fortalecer a identidade cultural das comunidades ribeirinhas de Santarém. Ao integrar práticas lúdicas e discussões profundas, a iniciativa estabelece um modelo de educação patrimonial que pode ser replicado em outras regiões, promovendo a valorização e a preservação cultural em todo o Brasil.
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